Eu tenho a tua cara
Uma trama de retratos e fios que discute identidade, pertencimento e a forma como o feminino é costurado socialmente.
Artista visual maranhense nascida em Bacurituba, com trajetória consolidada em São Luís.
Formação em Desenho Industrial pela UFMA e mestrado em Criação Artística Contemporânea pela Universidade de Aveiro.
Pesquisa artística centrada no universo feminino, nas tensões do corpo, da memória, do cuidado e da invisibilização histórica das mulheres.
Atuação em linguagens como escultura, crochê, bordado, instalação, pintura, performance e intervenção artística.
Uma trama de retratos e fios que discute identidade, pertencimento e a forma como o feminino é costurado socialmente.
Um autorretrato expandido em que imagem, palavra e costura se encontram para falar de silêncios, marcas e reconstrução.
A ideia do remendo aparece como gesto simbólico de cura, denúncia e elaboração de dores que atravessam o corpo e a experiência feminina.
Objetos, texturas e entrelaçamentos que reposicionam o trabalho manual e doméstico como linguagem artística crítica e contemporânea.
A delicadeza do ponto convive com a força simbólica do tema, trazendo o corpo feminino para o centro da imagem e da reflexão.
Uma obra que sugere tensão, vulnerabilidade e permanência, usando o fio como metáfora de memória, afeto e resistência.
Nascida em Bacurituba, no Maranhão, Marlene Barros construiu sua trajetória entre memória, materialidade e questões ligadas à experiência feminina.
Graduou-se em Desenho Industrial pela UFMA e aprofundou sua pesquisa em Criação Artística Contemporânea na Universidade de Aveiro, em Portugal.
Sua produção investiga o apagamento histórico das mulheres na arte e transforma bordado, crochê e costura em linguagem crítica e poética.
Além da criação artística, coordena o Ateliê Marlene Barros e o Ponto de Cultura Coletivo ZBM, articulando redes e circulação da arte maranhense.
A exposição Tecitura do Feminino, no CCBB Belo Horizonte, amplia a visibilidade nacional de uma obra consolidada ao longo de mais de quatro décadas.
Uma presença forte, delicada e contundente. A página valoriza esse momento recente da artista sem reduzir sua trajetória a um único evento. A exposição entra como vitrine de projeção nacional e como síntese de uma pesquisa madura sobre corpo, gesto, silêncio, reparo e permanência.
Mostra Tecitura do Feminino, com foco em escultura, crochê e bordado como gesto político e poético.
Repercussão da exposição e da presença da artista maranhense em um importante centro cultural do país.
Texto sobre trajetória, linguagem artística e investigação do feminino na arte contemporânea.